29 de fev. de 2008

SOB CONCERTOS ( Menuet )



SOB CONCERTOS( Menuet)
Thiers R>

vem nu orvalho
deita luz
errônea du
mes doigts
adormece
tira roupa
cobre-te de mim
vem
vestida de pele
pulsa
linhas amarelas
como sol que aquece
saliva marinha
abraça olhar
orvalhado
suave
toque do
Brandenburg in Concert

2008>


>>>

> " GATA NO CIO " <



"Gata no cio"
Thiers R> & Angela Oiticica

Mesmo que saiba
evoluir e cuspir
caio na cilada
quando anuncia
a madrugada
Cheguei em casa...
seriam amantes gemendo na escada?
luz apagada
traços
sombras
romântico era o luar
o perfume dela
a me apalpar
quase fez-me gozar
molhado
rasguei a roupa
De repente
o toque na porta...
veio sorrateira
deslizando
como serpente
enlaçou-me pernas
cintura
Na boca
o hálito quente
O perfume?
quase a sufocar
os olhos a orgasmar
era de enlouquecer
deixei-me prender
me perder
caí na cilada
extasiado
permiti
que me mordesse
penetrei-lhe com volúpia
deixando o prazer germinar
até a noite
se
findar

>2008<

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28 de fev. de 2008

MATISSE & O CARAMUJO


Matisse & o Caramujo
Thiers R>&Michèle Sato

doce, sensível, curioso
lambe azuis,
vermelhos e amarelos
arco-íris de palavras
fragrância de memórias
discerne in cheiros
eriça pêlos
Talvez dum amor
que os arrepiou
pousa
in tensa-sua-vida-de
trêmulos dedos
mergulh’Ar Dores
borbulham nomes
color-indo-cubos
jorra flauta
sedutora
memória
desconcertante
erótica, gosmica
calça dedos
inscreve amor
corpo louco
deita cama
do pintor

>Setembro2007<

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24 de fev. de 2008

ART & Manhas



ART& Manhas
Thiers R> & Carol

crave-me in dedos
dentro e fora
cavalgue a hora
desatina,
crispa
ondula...
Antes e depois
devasso o tempo
não rotulo
olhar ruborizado
en canto
enquanto
pele plena pulsa
veia morna convulsa
lateja, deseja
rasteira a corda
respinga sabor d’amora
na mesma hora
embate de corpos
hálito gotejante
prenho implora
boca colada
pele tocada
argola molhada
mais nada...
cama,
vontade insana
Art & manha
incendeia
arde a manhã
na teia do olhar

Setembro2007>>

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21 de fev. de 2008

DISFARÇANDO CINISMO NA SESSÃO DA TARDE


CLIC NO LINK PRA ASSISTIR


Disfarçando cinismo na sessão da tarde
Thiers R>


Bêbada de silêncio
vem como fermento revoltado
logo eu, assassino de palavras
logo eu, solto no palco
desabotoa o perfume cítrico
mostra
deixa que apalpe
lírio de rosa pálida
Mordo-os sacana!
puro enigma
e eu
que gosto desses filmes
sessão da tarde
centro da cidade
mãos no bolso
disfarçando cinismo
chega
baila flamenco
sapateia em meu colo...
O que queres ouvir?
O policial passa na rua
assovio fingindo desleixo
meu olhar penetra
atmosfera lúdica e molhada.
Era fim de tarde a sessão acabara
no bar deixei o cigarro esquecido
rompido em cinzas
apenas pra te falar.

2008>
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19 de fev. de 2008

ACIDEZ IMPURA



Acidez impura
Thiers R>


Ácida queima garganta
impura destila
corre a veia
fermenta o fel
amargo, corrói e borbulha
porra!
ácido veneno
arranca
arranha e risca
rosas e margaridas
penetra fuligem na alma
contamina
fulmina
intranqüila ferve a rua
atira, mata!
rosa minha rosa
arrancada do jardim
choram-me os dedos
espinho saqueado da alma

Dezembro 2007>>


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10 de fev. de 2008

>Tádzio in Venezia <


Tádzio in Venezia
ThiersR>&Ivy Gomide


Ajustando letra
descontraindo mãos
cuspindo dores
duelando amores
palavras explicam sem dizer...
evaporadas no suor
sua visado
voz rouca da multidão
entorpecido hálito
atravessa têmpora
escorre desejo.
Existo nessa loucura onde
ouvido desesperado
penetra in sinfonia
Mahler dorme nos dedos
com passo trêmulo
paixão visceral
amor
bilateral
biópsia de lábios
ar dente
in conveniente
olhar

>2008
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7 de fev. de 2008

Ode à Literatura




ODE À LITERATURA

ThiersR>



Depois de deixar minha pele estendida na avenida

depois de seduzir o amor

em diversas cores

depois de parir desejos

de possuir prazeres

estou de volta fielmente

a esta mulher irresistível

- Literatura -

Amo-te nas esquinas,

nas ruas,

nas noites sem lua,

nos sonhos..

Amo-te

em nossos lençóis amarrotados

de noites insones.




Nas cinzas de um Carnaval/2008


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5 de fev. de 2008

Ya Basta !



Ya Basta!
ThiersR>


Ya Basta!
Yo lo digo
Yo afirmo
A terra é do povo
chão de raízes
perfume da fome
Terra
espaço do corpo
estrela castanha
palpita em mi dedo
ruge em meu coração
jorra vermelho
rio de sangue
veia dos braços
alimento da alma
Zapata in Chiapas
abre estrelas no céu.

Fev/2008>


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27 de dez. de 2007

Me vou ab surdamente



o poema retrata a incoerência do ser humano. Ao mesmo tempo a incoerência é tbém parte da coerência. Estamos cercados de encantos e desencantos.Mas o poema nos diz: Ache!certamentemente tentamos nos achar em cada grão espalhado na atmosfera.
Eu,tu e uma humanidade inteira.
Clique no título para ver o youtube
ThiersR>

Infame Realidade



Infame Realidade

Eles dormiram
e deram-me o silêncio,
amigo das horas,
dos dedos,
dos pensamentos.
O vento acompanha palavras
que descem esquinas
à procura de movimento.
Brutal tiro atinge-me o peito,
guardo a bala
(quem sabe sinta desejos por algo doce
nesta noite uniforme?)
Arrasto pés cansados
atravesso ruas e
avenidas olhando povo.
Queria xingar, gastar palavras...
Estou só( por escolha),
cansei de inutilidades.
Acompanho o trajeto da flor a
procura dum peito pra deitar-se
- dorme flor, no peito da moça verde alface –
Penso-a! Penetro mãos
na saia azul-mar-rindo
Vem a primeira gargalhada
É macia e sedosa,
em transe toco a flor vermelha.
Sobe-me o tesão.
Recolho pensamentos.
Guardo-os no paletó
onde estão as estrelas sonoros
da noite anterior.
Abraço-as como canção,
ardiloso pensamento,
infame realidade.

ThiersR>
>2007

Com Versa Erótica



Com Versa Erótica
ThiersR>


Manoel, como ia dizendo:
fareja a cobra no rio em busca
da uva erótica dissolvida na boca
Não vejo como aparelho inútil
uma cobra é uma cobra!
Não as velhas cobras a tagarelar esquinas
destilando assuntos apodrecidos do tempo.
Minha cobra é sensual
corre águas lambendo lesmas...
cobra danada
Incolorida fica na beira encobreada
estirando língua fálica
ela é namoradeira.
até pinta boca vermelha mordendo uvas vorazes.
gosta dos jacintos, aspira perfumes,
rebola arreganhada.
Eu disse: Ela é danada!
agora se bronzeia na beira da pedra
com chapéu a boca
diz ter medo de terremoto do céu...
veja bem: as cobras tem medo da monóxidade
da camada de CFC’s
que matam a ver-de-mata.

2007>
Com Versa Erótica
Pra Manoel de Barros

24 de dez. de 2007

Monólogo em Preto e Branco




Monólogo em Preto e Branco
ThiersR>



Uma foto não fala
um passado de estrelas dormidas.
Uma foto não traduz
uma alma dilacerada.
Uma foto é um clic indigno
que ficou no ar
paira incerteza e dorme
acanhada na penumbra do pensamento
pensas eu sei, mas como posso
dissolver-me e penetrar nas
estrelas apagadas de tua mente?
Sei, dizes que o cão não ladrou,
que o mar se rebelou.
Acaso a natureza não pode
discordar de teu dia?
Os dias são magias acordadas
aconchegantes porque trazem a
ilha cálida do anoitecer

2007>

>>

MISTOS



Mistos
ThiersR>

Sento-me a beira do cais
apenas por um motivo
– Sentir o cheiro do vinagre –
misto de mijo e motéis
misto de mar e ostras
misto de silêncio e amor.

>>2007

>

22 de dez. de 2007

Crise de Romantismo



Crise de Romantismo
ThiersR>


tá louca?
eu só assassino o que vomito
tem que sair das minhas entranhas
ter cheiro fétido
da privada onde a prostituta
troca o absorvente
melado de sangue velho
esse cheiro provoca em mim
uma vontade impura de gritar
no papel todo verme que mora dentro
ora, se em minha pele lavada
milhares de bactérias dormem
formigando em busca de comida...
dê um absorvente ensangüentado e verás.
elas querem te foder
bactérias, fétido fetiche.
eu só assassino o que escrevo
por pura e inconseqüente fatalidade.
sou porção indigna
que estendeu a cadeira de praia
dentro de teu pensamento.
vai, antes que eu perca a paciência.
hoje preciso comer umas rosas de pétalas doces
eu to com crise de romantismo.

may
>2007

>

21 de dez. de 2007

pensanentos acerca de Silêncios


Pensamentos acerca de silêncios
ThiersR>



Aguardo um poema
descalço
desencontrado
desequilibrado
rabiscado
de silêncios


2007/Jul>
>

trapo bem tratado






Trapo bem tratado
ThiersR>


O disfarce mora na letra encoberta
Cuspo-a semente fétida
assumo ->quero ser trapo
- trapo bem tratado...
lavado, amado, perfumado
nos dedos de uma bailarina in Dangast
passos dançam rendas
olhar corrompido
guardo-a em comprimido
Voa avião de papel
traz disfarces
veste-me pierrôt em alegoria
diáfana&incrédula
onde a obscenidade
algema loucura
arrogante
2007>
>