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21 de dez de 2008

VERSOS QUE PERTENCEM AO AR


VERSOS QUE PERTENCEM AO AR
Thiers R >



Astuto, corto
verbos da garganta
descubro faces
mil faces inaudíveis
enrolo desejos
semi cobertos
tumu lar mente
cobiço
dúvida permanente
penumbra in consistente
resíduo de conceitos
pré conceitos
vem
rompe a casca e defeca
vem
corta a corrente do mal
dormência inerte
sangra pulsos
vem
in conveniente
molhada
coberta de libido
em curto circuito
ligo todas as tomadas
abro torneiras
busco- te aberta como flor do mal
a fome esmurra
o lampejo traduz-se
no lábio mordido
na boca seca
sangrando momento in vulgar
‘ sob versos que pertencem ao ar ’


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