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21 de dez de 2008

VERSOS QUE PERTENCEM AO AR


VERSOS QUE PERTENCEM AO AR
Thiers R >



Astuto, corto
verbos da garganta
descubro faces
mil faces inaudíveis
enrolo desejos
semi cobertos
tumu lar mente
cobiço
dúvida permanente
penumbra in consistente
resíduo de conceitos
pré conceitos
vem
rompe a casca e defeca
vem
corta a corrente do mal
dormência inerte
sangra pulsos
vem
in conveniente
molhada
coberta de libido
em curto circuito
ligo todas as tomadas
abro torneiras
busco- te aberta como flor do mal
a fome esmurra
o lampejo traduz-se
no lábio mordido
na boca seca
sangrando momento in vulgar
‘ sob versos que pertencem ao ar ’


>>>

5 comentários:

compulsão diária disse...

Poeta dos versos de sangue desaborchados nas flores do mal.
Cobiço ;))

Olhos de Folha Minha disse...

Um tremendo poema Thiers, dos mais que me senti derramando lágrimas de sangue, com corte
a navalha da maldade humana, mas sobrevivamos aos lapsos
que nos fazem vítimas...Lindo

Caio Tadeu de Moraes disse...

Forte; uma associação de imagens e emoções de surtar a sanidade. Mexeu comigo, e agora, conseqüentemente, um dos anjos da loucura está puxando meu braço, tentando levar-me junto com ele... rss!

"Versos que pertencem ao ar", você se refere à inércia do mundo perante toda a miséria da condição humana que, mesmo gritando em um leito agonizante, tratam-na como um efeito colateral ignorável, algo invisível, como o ar..

Gênio Thiers!!

Você tem que me apresentar a esse jardim de borboletas mutantes supernutridas qualquer dia desses...

Max da Fonseca, disse...

a velha navalha...
Um poema que nos conduz à fossa e nos abandona por lá.

.Carmim. disse...

Encontrei o poema "Quadro Carmim" no site overmundo, através do google. Adorei! Mas acho que a melhor surpresa estava por vir quando descobri o teu blog e li este poema que tu escreveu.

Gosto quando a sorte me leva a encontrar coisas interessantes, como foi com o seu blog e com estes dois poemas.

Gosto também quando encontro o incomum. São poucos os que conseguem falar sobre a carne, o mundano, a outra parte do nosso ser da maneira como foi feita nesses versos.
Parabéns!! =)