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27 de nov de 2008

UM CONTO SEM HOFFMANN


Um conto sem Hoffmann
Thiers R>



A fome enevoava resquícios
verbo acrílico sem parâmetro
seguindo rastros
e Hoffmann?
tempos passaram e não eram verbos
eram tempos de algum pretérito
raiva escondida na esquina
apunhalava
roubava-me pedaços
de pão
era contida como
paralelepípedo ensangüentado
chovia fino
e pensamentos dançavam...
enlouqueci?
debaixo do temporal
pensei nos cachos de mademoiselle
a permear nuca branca e saliente
Abri a boca, lambi
precisava arder em sangue
precisava
queimar-me na lama
desta aventura
leva me, leva-me...
easy rider.

2008>


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4 comentários:

compulsão diária disse...

O homem de areia trouxe o estranho no acrílico do verbo - os rastros, o retorno do escondido. Fantástico rsrs este Das Unheimlich.

compulsão diária disse...

E cadê mais trapos?
E as mentiras?
Ah, está em silêncio?

Caio Tadeu de Moraes disse...

Thiers, o poeta de trapos, mas não é mentiroso...

Acho que o seu.Rimbaud está se referindo a busca por uma razão, uma sentido, monstruoso tormento que persegue cada alma humana, o mecanismo de tração que mantém os miseráveis funcionando e nossa sociedade girando...

Esplendido!


Companheiro, vou ser sincero com você...

"A fome enevoava resquícios
verbo acrílico sem parâmetro"

"raiva escondida na esquina
apunhalava
roubava-me pedaços
de pão"

Foram os versos mais punks que eu já li na vida!

ahauahaauahauahua o que você tem com chuva?


Thiers, faça esse favor as ovelhas desgarradas que vagam sem rumo por este plano e jamais pare de poetizar =D

Thiers R disse...

Todo poeta mente, uma mentira po ética.
Sem elas n saberia viver. Eu 'minto' compulsivamente dentro de todos os 'silêncios'.