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5 de jul de 2008

>>> MEDO



MEDO
Thiers R >


Na frágil linha do arco íris
transita meu medo
como chocolate meio amargo
como fruta cristalizada
como giz que arranha
tenho medo de teu rancor
de teu olhar duro e pontiagudo
que atravessa punhais
sem fachos de luz
na frágil linha
me apunhá-lo
me risco
me exponho
porque sou
uma verdade incerta
porque sou
um poeta
que pisa brasa rastejante
em busca de delírios
inveja seca e mofada
senta e ri em meu sofá.


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Um comentário:

Michelle disse...

O verdadeiro poeta se expôe, se rasga...nesse poema...tu revela toda a fragilidade e ao mesmo tempo toda força que existe dentro do pensamento humano, relatada sim pelas mãos de alguém que vive e sente...e não simplesmente passa, sem deixar uma marca....lindo!!