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diálogo com A. Rimbaud
a respeito das noites de inferno.
Thiers R>
Enquanto dormes o sono dos malditos
repenso noites de inferno onde fatal e afrodisíaco perfume
jaz a procura do copo.
vidro impuro permanece na paisagem como filme de terror
conteúdo vasculhante de entranhas
espreme-se no sangue.
queimo palavras e diariamente a bebê-las
mordo-me.
violento-me por ruas agourentas
perguntando
onde aporta o barco ateado a velas de fogo,
encontrará seu rumo?
A sede intensa gasta verbos em francês, inglês e português,
línguas desconexas não explicam letras gastas
orgasmos de meus pensamentos.
Expulsas demônios, amigo? Eu os chamo.
chamo demônios que afagam-me a nuca chupada por beijos.
Moro na condenação eterna
convencido de que o descanso é desumano,
os hinos gritam dentro de meu corpo,
posso ouvi-los.
Drasticamente penso: Não quero ser salvo,
quem será o salvador?
Hoje depois de comidos tempos,
descubro véus de agonia
tapo-lhe a boca e vomito.
A paz dorme no silêncio do vácuo.
levanto a taça, bebo mais um gole e esterilizo,
desafio o papel impresso
xerox de repetidos manuscritos,
feitos em série e descolados da impressora.
Voltamos ao convívio amigo, achei-te na internet
por isso, nosso diálogo foi possível.
Out/2007>>