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25 de mar de 2008

DELINQUENTE CANÇÃO



DELINQUENTE CANÇÃO
Thiers R>


Não, não posso rimar
enquadrar
formatar
meu sangue escorre
fermentado
não, não saberia
impor conceitos
vivo a placenta fértil
e como animal devoro
teu sangue é minha vida
assim mordo-a
num carinhoso beijo
colado a boca
apenas desejo
sem medida
lanço-me
ao papel amassado da vida
em tua nuca cato estrelas
fina penugem me seduz
não tente compreender-me
apenas afague com sofreguidão
sou teu
neste minuto sem tempo
sou teu
neste quarto perfumado
nesta musica
corrente sanguínea
compõe delinqüente canção

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3 comentários:

Alex Sens disse...

O mais interessante é o som do teu nome, que me lembra "lágrimas" em inglês.

Obrigado pelas palavras, a poesia deixada nos comentários do meu blog. Gostei daqui e preciso ler algumas coisas com tempo. Tua poesia ferve.

Max da Fonseca disse...

"...tum, tum, tum..."

Meu coração é orquetra erudita a interpretar ditas canções.

"E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho."
(A. dos Anjos -trecho, O morcego)

Yara disse...

essa aki vc arrazou!!!...Mto bom mesmo...Parabéns