8 de abr. de 2008

ATA-ME


Ata-me
Thiers R >


Um mistério
uma cor
um toque
uma flor
aberto abandono perfuma rosas
em língua bordada
penumbra sala
em botão exala
cheiro doce
desata
ata
ata-me
temeroso sorriso
abre-me dedos
o poema -
dans la bouche
engole palavras
de
sin
te
grado suspiro.


>>>>>

28 de mar. de 2008

diálogo com A. Rimbaud sobre noites de inferno


CLIQUE NO LINK PARA VER O VD YOUTUBE



diálogo com A. Rimbaud
a respeito das noites de inferno.
Thiers R>



Enquanto dormes o sono dos malditos
repenso noites de inferno onde fatal e afrodisíaco perfume
jaz a procura do copo.
vidro impuro permanece na paisagem como filme de terror
conteúdo vasculhante de entranhas
espreme-se no sangue.
queimo palavras e diariamente a bebê-las
mordo-me.
violento-me por ruas agourentas
perguntando
onde aporta o barco ateado a velas de fogo,
encontrará seu rumo?
A sede intensa gasta verbos em francês, inglês e português,
línguas desconexas não explicam letras gastas
orgasmos de meus pensamentos.
Expulsas demônios, amigo? Eu os chamo.
chamo demônios que afagam-me a nuca chupada por beijos.
Moro na condenação eterna
convencido de que o descanso é desumano,
os hinos gritam dentro de meu corpo,
posso ouvi-los.
Drasticamente penso: Não quero ser salvo,
quem será o salvador?
Hoje depois de comidos tempos,
descubro véus de agonia
tapo-lhe a boca e vomito.
A paz dorme no silêncio do vácuo.
levanto a taça, bebo mais um gole e esterilizo,
desafio o papel impresso
xerox de repetidos manuscritos,
feitos em série e descolados da impressora.
Voltamos ao convívio amigo, achei-te na internet
por isso, nosso diálogo foi possível.


Out/2007>>

Um prazer pro-fético



Um prazer pro-fético
Thiers R> & Ivy Menon


teu cheiro simulava sonhos
a perfumar meus pensamentos
teus dedos me apalpavam
tua boca sussurrava loucas letras
teus pés me esfregavam
era a loucura acontecendo
no fundo da chuva
a abrir segredos
de desejos...
lá fora o odor do mijo noturno
subia paredes
os gatos no cio gemiam
a orgia daquele puteiro não arrefecia
o calor intenso da cantiga
que de nossos corpos pulsava

tuas regras implacáveis
(previsíveis) não me detinham
não me domavam
cavalgávamos
em sangue e sêmen
juntos, pecamos um lençol
assustado
no branco algodão
palavras violentavam
rasgavam véus
partiam hímens
criavam hiatos

mas foram necessárias
tanto quanto o sangue e o sêmen
para tivéssemos
esse prazer poético
que deita-se
seduzindo a cabeceira


>> 2008 <<

26 de mar. de 2008

> Comeste de minha verve<




Comeste de minha verve
Thiers R >


E então partes?
re partido
re patriado
Foda...é foda!
Vampira de meus desejos
foste gastar notas
esquecidas no quarto
comeste minha verve
engoliste junto ao sêmen
filete da ignorância infame
que povoa gritos in-sucessos
que suporta destreza
im pensante
Estou na mais pura e excitante frustração
Arranquei a roupa e
semi nu busco-a
vadia,
hoje te necessito
volta pro macho
estou macabro
manuseias e somes
vadia!
mordi a auréola dos bicos
e perdi-me
Falus-meu
onde toco dedos in decentes ?
onde acaricio veludo singular?
jugo-lar
jugular assassina
fiquei incandescente
depois da noite promissora e obscena
feri-me in disciplinado
Preciso do gole in puro
dessa boca que me arrebenta

Julho2007>


>>>

DELINQUENTE CANÇÃO



DELINQUENTE CANÇÃO
Thiers R>


Não, não posso rimar
enquadrar
formatar
meu sangue escorre
fermentado
não, não saberia
impor conceitos
vivo a placenta fértil
e como animal devoro
teu sangue é minha vida
assim mordo-a
num carinhoso beijo
colado a boca
apenas desejo
sem medida
lanço-me
ao papel amassado da vida
em tua nuca cato estrelas
fina penugem me seduz
não tente compreender-me
apenas afague com sofreguidão
sou teu
neste minuto sem tempo
sou teu
neste quarto perfumado
nesta musica
corrente sanguínea
compõe delinqüente canção

>>

<<

15 de mar. de 2008

ABRE LOS OJOS




Abre Los Ojos
Thiers R>


por onde andam
os cachos da menina?
olhar inquisidor
escreve sutilezas
pensamento estrábico e
imperfeito a criticar
Por onde anda
a voz mansa
atravessada na ponta do lençol?
menina de pensamentos
in corretos
abre los ojos..


>

13 de mar. de 2008

NOTURNO IN CHOPIN



NOTURNO IN CHOPIN
Thiers R > & Raiblue



Na produção de histórias
escarro cores imperfeitas
visito infernos
mordo passos na rua
atravesso cravado
a estrela singular que te adorna
musa
sorri sem jeito
tenso alivio pensamentos
o poema joga-se no travesseiro
a comer luas de Vênus
cadente
o silêncio
sussurra luxúrias

desejos castanhos
de meu eu escapam no
encontro de deuses
e demônios

em teus olhos
afundo os meus
luz da imagem
que comigo se deita
derrama-se o verso
corpo a corpo
na batalha do sêmen
sentes meus dentes
em teus seios?
des concentro
hormônios nas entrelinhas
mancharei o poema
com gozo
mistura
de línguas
a colorir céus de Chopin

> 2008 <



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9 de mar. de 2008

NOITE ESPECÍFICA


NOITE ESPECÍFICA
Thiers R>


Peluda
a noite prometia
quando meus olhos
cerraram nuvens macias
de azul inespecífico
( o que não se explica é sempre agradável..)
Fechei comportas desmaiando sons
no silêncio devastador
Eu, a cama, o silêncio e meus segredos
adormecemos lendo
a Midsummer Night's Dream
cadenciando a trama
Shakespeare pensava –> Divino!
- Esses meninos de 2008
encantam-me!
Sonhava sem algemas
quando a dor da existência algoz
se fez presente
murro no peito
batalha na guerra
o tiro quebrando vidraça
desmancha o cristal
assusta o poeta
perfura o livro
as páginas de amor
mergulham na poça sangrenta
acordo
em pranto
o cotidiano chegou.



>>>

- FLASH DE UMA NOITE IRASCÍVEL -


FLASH DE UMA NOITE IRASCÍVEL
Thiers R >


Ofusca-me os olhos
vagabunda
por que te abres assim?
vaginalmente incendeias o poeta
Flash! Fecha-te.
guarda a rosa esta noite
ensaboa.
derrama perfume de jasmim.
deixa que te veja ao amanhecer
embriaga o poeta na sua hora fálica.
Flash, o que pensas?
os poetas
são anjos disfarçados demoniacamente
em noites de trovoadas
deixa que a chuva cesse
com asas comerei teu céu.


Madrugada quente-> 08/03/2008
"A Max da Fonseca"
"De poeta para poeta!"


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2 de mar. de 2008

> Rosas Assistidas <



Rosas assistidas
Thiers R>


Dormi rosas assistidas no
devedê
sonhei.
vinham sorrindo
públicas cores de paixão
vinham a meus pés
macias pétalas em
perfume da noite
atravessada na garganta
quase a engasgar
entregava-me
(quando a paixão solicita, penetro-a assim)
dei-me em ¼ de hora
enroscando a boca na tua saliva
mordendo a ponta delicadamente
naquele quarto despi-me.
rodava a fita ainda zonza
quando acordei
ouvi o barulho e sem saber
exatamente se era o canto dos pássaros
ou o perfume das rosas
feri-me nos espinhos.


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29 de fev. de 2008

SOB CONCERTOS ( Menuet )



SOB CONCERTOS( Menuet)
Thiers R>

vem nu orvalho
deita luz
errônea du
mes doigts
adormece
tira roupa
cobre-te de mim
vem
vestida de pele
pulsa
linhas amarelas
como sol que aquece
saliva marinha
abraça olhar
orvalhado
suave
toque do
Brandenburg in Concert

2008>


>>>

> " GATA NO CIO " <



"Gata no cio"
Thiers R> & Angela Oiticica

Mesmo que saiba
evoluir e cuspir
caio na cilada
quando anuncia
a madrugada
Cheguei em casa...
seriam amantes gemendo na escada?
luz apagada
traços
sombras
romântico era o luar
o perfume dela
a me apalpar
quase fez-me gozar
molhado
rasguei a roupa
De repente
o toque na porta...
veio sorrateira
deslizando
como serpente
enlaçou-me pernas
cintura
Na boca
o hálito quente
O perfume?
quase a sufocar
os olhos a orgasmar
era de enlouquecer
deixei-me prender
me perder
caí na cilada
extasiado
permiti
que me mordesse
penetrei-lhe com volúpia
deixando o prazer germinar
até a noite
se
findar

>2008<

>>>

28 de fev. de 2008

MATISSE & O CARAMUJO


Matisse & o Caramujo
Thiers R>&Michèle Sato

doce, sensível, curioso
lambe azuis,
vermelhos e amarelos
arco-íris de palavras
fragrância de memórias
discerne in cheiros
eriça pêlos
Talvez dum amor
que os arrepiou
pousa
in tensa-sua-vida-de
trêmulos dedos
mergulh’Ar Dores
borbulham nomes
color-indo-cubos
jorra flauta
sedutora
memória
desconcertante
erótica, gosmica
calça dedos
inscreve amor
corpo louco
deita cama
do pintor

>Setembro2007<

>>>

24 de fev. de 2008

ART & Manhas



ART& Manhas
Thiers R> & Carol

crave-me in dedos
dentro e fora
cavalgue a hora
desatina,
crispa
ondula...
Antes e depois
devasso o tempo
não rotulo
olhar ruborizado
en canto
enquanto
pele plena pulsa
veia morna convulsa
lateja, deseja
rasteira a corda
respinga sabor d’amora
na mesma hora
embate de corpos
hálito gotejante
prenho implora
boca colada
pele tocada
argola molhada
mais nada...
cama,
vontade insana
Art & manha
incendeia
arde a manhã
na teia do olhar

Setembro2007>>

>

21 de fev. de 2008

DISFARÇANDO CINISMO NA SESSÃO DA TARDE


CLIC NO LINK PRA ASSISTIR


Disfarçando cinismo na sessão da tarde
Thiers R>


Bêbada de silêncio
vem como fermento revoltado
logo eu, assassino de palavras
logo eu, solto no palco
desabotoa o perfume cítrico
mostra
deixa que apalpe
lírio de rosa pálida
Mordo-os sacana!
puro enigma
e eu
que gosto desses filmes
sessão da tarde
centro da cidade
mãos no bolso
disfarçando cinismo
chega
baila flamenco
sapateia em meu colo...
O que queres ouvir?
O policial passa na rua
assovio fingindo desleixo
meu olhar penetra
atmosfera lúdica e molhada.
Era fim de tarde a sessão acabara
no bar deixei o cigarro esquecido
rompido em cinzas
apenas pra te falar.

2008>
>>>

19 de fev. de 2008

ACIDEZ IMPURA



Acidez impura
Thiers R>


Ácida queima garganta
impura destila
corre a veia
fermenta o fel
amargo, corrói e borbulha
porra!
ácido veneno
arranca
arranha e risca
rosas e margaridas
penetra fuligem na alma
contamina
fulmina
intranqüila ferve a rua
atira, mata!
rosa minha rosa
arrancada do jardim
choram-me os dedos
espinho saqueado da alma

Dezembro 2007>>


>>>

10 de fev. de 2008

>Tádzio in Venezia <


Tádzio in Venezia
ThiersR>&Ivy Gomide


Ajustando letra
descontraindo mãos
cuspindo dores
duelando amores
palavras explicam sem dizer...
evaporadas no suor
sua visado
voz rouca da multidão
entorpecido hálito
atravessa têmpora
escorre desejo.
Existo nessa loucura onde
ouvido desesperado
penetra in sinfonia
Mahler dorme nos dedos
com passo trêmulo
paixão visceral
amor
bilateral
biópsia de lábios
ar dente
in conveniente
olhar

>2008
>>>

7 de fev. de 2008

Ode à Literatura




ODE À LITERATURA

ThiersR>



Depois de deixar minha pele estendida na avenida

depois de seduzir o amor

em diversas cores

depois de parir desejos

de possuir prazeres

estou de volta fielmente

a esta mulher irresistível

- Literatura -

Amo-te nas esquinas,

nas ruas,

nas noites sem lua,

nos sonhos..

Amo-te

em nossos lençóis amarrotados

de noites insones.




Nas cinzas de um Carnaval/2008


>>>



5 de fev. de 2008

Ya Basta !



Ya Basta!
ThiersR>


Ya Basta!
Yo lo digo
Yo afirmo
A terra é do povo
chão de raízes
perfume da fome
Terra
espaço do corpo
estrela castanha
palpita em mi dedo
ruge em meu coração
jorra vermelho
rio de sangue
veia dos braços
alimento da alma
Zapata in Chiapas
abre estrelas no céu.

Fev/2008>


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27 de dez. de 2007

Me vou ab surdamente



o poema retrata a incoerência do ser humano. Ao mesmo tempo a incoerência é tbém parte da coerência. Estamos cercados de encantos e desencantos.Mas o poema nos diz: Ache!certamentemente tentamos nos achar em cada grão espalhado na atmosfera.
Eu,tu e uma humanidade inteira.
Clique no título para ver o youtube
ThiersR>

Infame Realidade



Infame Realidade

Eles dormiram
e deram-me o silêncio,
amigo das horas,
dos dedos,
dos pensamentos.
O vento acompanha palavras
que descem esquinas
à procura de movimento.
Brutal tiro atinge-me o peito,
guardo a bala
(quem sabe sinta desejos por algo doce
nesta noite uniforme?)
Arrasto pés cansados
atravesso ruas e
avenidas olhando povo.
Queria xingar, gastar palavras...
Estou só( por escolha),
cansei de inutilidades.
Acompanho o trajeto da flor a
procura dum peito pra deitar-se
- dorme flor, no peito da moça verde alface –
Penso-a! Penetro mãos
na saia azul-mar-rindo
Vem a primeira gargalhada
É macia e sedosa,
em transe toco a flor vermelha.
Sobe-me o tesão.
Recolho pensamentos.
Guardo-os no paletó
onde estão as estrelas sonoros
da noite anterior.
Abraço-as como canção,
ardiloso pensamento,
infame realidade.

ThiersR>
>2007

Com Versa Erótica



Com Versa Erótica
ThiersR>


Manoel, como ia dizendo:
fareja a cobra no rio em busca
da uva erótica dissolvida na boca
Não vejo como aparelho inútil
uma cobra é uma cobra!
Não as velhas cobras a tagarelar esquinas
destilando assuntos apodrecidos do tempo.
Minha cobra é sensual
corre águas lambendo lesmas...
cobra danada
Incolorida fica na beira encobreada
estirando língua fálica
ela é namoradeira.
até pinta boca vermelha mordendo uvas vorazes.
gosta dos jacintos, aspira perfumes,
rebola arreganhada.
Eu disse: Ela é danada!
agora se bronzeia na beira da pedra
com chapéu a boca
diz ter medo de terremoto do céu...
veja bem: as cobras tem medo da monóxidade
da camada de CFC’s
que matam a ver-de-mata.

2007>
Com Versa Erótica
Pra Manoel de Barros

24 de dez. de 2007

Monólogo em Preto e Branco




Monólogo em Preto e Branco
ThiersR>



Uma foto não fala
um passado de estrelas dormidas.
Uma foto não traduz
uma alma dilacerada.
Uma foto é um clic indigno
que ficou no ar
paira incerteza e dorme
acanhada na penumbra do pensamento
pensas eu sei, mas como posso
dissolver-me e penetrar nas
estrelas apagadas de tua mente?
Sei, dizes que o cão não ladrou,
que o mar se rebelou.
Acaso a natureza não pode
discordar de teu dia?
Os dias são magias acordadas
aconchegantes porque trazem a
ilha cálida do anoitecer

2007>

>>

MISTOS



Mistos
ThiersR>

Sento-me a beira do cais
apenas por um motivo
– Sentir o cheiro do vinagre –
misto de mijo e motéis
misto de mar e ostras
misto de silêncio e amor.

>>2007

>

22 de dez. de 2007

Crise de Romantismo



Crise de Romantismo
ThiersR>


tá louca?
eu só assassino o que vomito
tem que sair das minhas entranhas
ter cheiro fétido
da privada onde a prostituta
troca o absorvente
melado de sangue velho
esse cheiro provoca em mim
uma vontade impura de gritar
no papel todo verme que mora dentro
ora, se em minha pele lavada
milhares de bactérias dormem
formigando em busca de comida...
dê um absorvente ensangüentado e verás.
elas querem te foder
bactérias, fétido fetiche.
eu só assassino o que escrevo
por pura e inconseqüente fatalidade.
sou porção indigna
que estendeu a cadeira de praia
dentro de teu pensamento.
vai, antes que eu perca a paciência.
hoje preciso comer umas rosas de pétalas doces
eu to com crise de romantismo.

may
>2007

>

21 de dez. de 2007

pensanentos acerca de Silêncios


Pensamentos acerca de silêncios
ThiersR>



Aguardo um poema
descalço
desencontrado
desequilibrado
rabiscado
de silêncios


2007/Jul>
>

trapo bem tratado






Trapo bem tratado
ThiersR>


O disfarce mora na letra encoberta
Cuspo-a semente fétida
assumo ->quero ser trapo
- trapo bem tratado...
lavado, amado, perfumado
nos dedos de uma bailarina in Dangast
passos dançam rendas
olhar corrompido
guardo-a em comprimido
Voa avião de papel
traz disfarces
veste-me pierrôt em alegoria
diáfana&incrédula
onde a obscenidade
algema loucura
arrogante
2007>
>